A atividade econômica em Santa Catarina apresentou um crescimento expressivo de 1,56% no acumulado do primeiro semestre de 2026. Este índice, que serve como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, superou a média nacional de 1,52%, demonstrando a força da economia local.
Os setores de comércio e serviços foram os grandes motores desse desempenho positivo. O aumento da renda das famílias, impulsionado por políticas como a isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil e o reajuste do salário mínimo, contribuiu significativamente para o estímulo ao consumo e, consequentemente, para o aquecimento desses setores.
A massa salarial em Santa Catarina também se destacou, com um avanço de 7,16% nos rendimentos totais do trabalho no acumulado de quatro trimestres, superando os 5,20% registrados nacionalmente. Esse crescimento foi resultado da combinação entre a geração de novos empregos e o ganho real nos salários, aumentando o poder de compra da população.
As exportações catarinenses também registraram um aumento de 4,3% no primeiro semestre, totalizando US$ 6,13 bilhões. A União Europeia liderou as importações do estado, com um crescimento de 11,5%, seguida por outros mercados importantes como Japão, Coreia do Sul, México e China. Apesar de uma queda nas exportações para os Estados Unidos, o desempenho geral do comércio exterior contribuiu positivamente para a economia estadual. Para o fechamento de 2026, a projeção da FIESC aponta para um crescimento de 2,1%, indicando uma desaceleração em relação aos anos anteriores, mas ainda assim mantendo uma perspectiva de expansão.



