Santa Catarina registrou um expressivo crescimento econômico de 2,9% em seu Produto Interno Bruto (PIB) nos 12 meses encerrados em março, superando a média nacional. O Boletim de Indicadores Econômico-Fiscais, divulgado pela Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), aponta que o setor de serviços foi o principal responsável por impulsionar essa alta, com um avanço de 4,1%. Dentro deste setor, as atividades ligadas à tecnologia, inovação e serviços profissionais demonstraram um desempenho particularmente forte.

O agronegócio catarinense também desempenhou um papel crucial nesse cenário positivo, registrando uma expansão de 3,1% no período. Esse crescimento foi impulsionado em grande parte pela pecuária, que avançou 4,4%, e pelo faturamento histórico obtido com as exportações de aves e suínos, tendo a China como um dos principais mercados consumidores. No varejo, as vendas em Santa Catarina aumentaram 2,3%, um resultado significativamente superior à média nacional de apenas 0,2%.

A indústria local demonstrou resiliência, mantendo a estabilidade em sua produção e contrastando com a queda de 0,9% observada no índice nacional. A fabricação de alimentos se destacou com uma alta de 4,9%, conseguindo compensar a retração de 17% no setor automotivo.

O mercado de trabalho catarinense reflete o bom momento econômico, apresentando a menor taxa de desemprego do Brasil, fixada em 2,7%, em comparação com os 6,1% da média nacional. O secretário estadual do Planejamento, Arão Josino, ressaltou que o setor de empregos é um "sustentáculo da economia" no estado, com baixos índices de informalidade. No primeiro trimestre, mais de 4,5 milhões de pessoas estavam ocupadas, e 86,7% dos trabalhadores do setor privado possuíam carteira assinada, o maior percentual do país. Até abril, Santa Catarina já havia gerado 63 mil novas vagas formais.